Pular para o conteúdo principal

My Name (2021)



Hm, então você achava que a Han So Hee não sabia atuar... conte-me mais sobre isso...





haha, nada como começar o ano (no cantinho, claro), com um artigo panfletando um dos melhores doramas da Netflix, não é mesmo? Bem, já deu para perceber que amei o dorama, rs, mas se acha que não fiquei pistola com nada, estás bem enganado(a). Então, bora papear sobre My Name?






My Name é aquele dorama que não perde o ritmo, o famoso eita atrás de eita. Começamos com uma garota a mercê da vida, que não fala ou vê o pai há um tempo e que sofre um hate pesado na escola. A verdade é que Jiwoo é conhecida por ser filha de um mafioso foragido, sendo este, um dos motivos de eles não se verem muito. Porém, um belo dia, ele aparece para vê-la um pouco e é assassinado em sua frente. Jiwoo, querendo vingança, vai atrás de um chefe de máfia amigo de seu pai e começa um treinamento para pôr seu plano em prática.


O cast de My Name é perfeito, todos os atores casaram perfeitamente bem com seus personagens. Para a galera que falava mal da Han So Hee, aquele abraço, hehe. As cenas de luta são sensacionais, embora algumas sejam bem gráficas, digassi di passagi, e ficamos querendo mais e mais. Quando acontece algo aqui, no mesmo tempo acontece lá, quando um vem com o milho, o outro está com o fubá pronto, uma doideira das brabas.


Ji Woo é uma personagem determinada e sem nada a perder. Ela confia cegamente em seu chefe e amigo de seu pai, Choi Mu Jin, mesmo sem nem saber tanto assim do cara antes de procurá-lo. É, tem isso. Então a verdade dele, passou a ser a verdade dela. Porém, no decorrer da trama, o plot veio e veio com força: dava-se a entender que o pai dela, então policial, traiu a polícia para entrar para a máfia, mas a real, é que o cara estava era infiltrado na gangue. Ou seja, como disse o chefe de polícia, o DongHoon foi policial até morrer. Depois que Jiwoo descobriu isso, a chavinha virou e o trem começou a pegar fogo. 


Disposta a vingar a morte de seu pai e toda traição que ela mesma sofreu, ela solta Choi Mujin da prisão para poder matá-lo (nessa altura ele mesmo tinha se entregado, porque né, de burro ele não tem nada), mas eis que Jeon Pildo, oppa lindo maravilhoso, aparece para amolecer o coração de nossa vingadora.


Jiwoo estava muito machucada em todos os sentidos, mas Pildo, sempre se preocupou com ela. O romance deles foi construído de forma muito singela e nas entrelinhas, na base da confiança e realidades parecidas. Ela confiou nele e aceitou a possibilidade de ter uma boa vida e futuro, mas como é um dorama sanguinário e sem piedade, o DIRETOR matou o cara! MATOU O PILDO! Eu ainda não supereeeeeeeeei, estou despedaçada, em lágrimas!!!!!!






Maaaas, apesar de eu ter ficado despedaçada e pistola, entendo que a morte do Pildo foi essencial para a Jiwoo concretizar sua vingança. Pildo havia convencido-a de que não valia a pena matar Choi Mujin, que ele deveria ser julgado perante a lei, então Pildo precisou morrer, para Jiwoo voltar atrás e querer fazer justiça com as próprias mãos. Então, infelizmente, foi uma morte necessária e importantíssima para o final da história. 


A luta final entre Jiwoo e Mujin é bem interessante, desde os diálogos, quanto a luta em si. Achei que finalizou bem e que ele morreu bem morrido, hahaha. Eu só não entendi muito bem o final, será que a Jiwoo ficou livre de tudo? É uma foragida? Não sei. Fiquei pensando também se ela ficaria grávida do Pildo, mas parece que não, né? (dorameira melosa e apaixonada passando na sua timeline)





My Name é um drama curto, de apenas 8 episódios, mas que começou e terminou muito bem. Não necessita de uma segunda temporada e fez história com seus poucos, mas eficientes episódios. Park Hee Soon o próprio capeta aqui, inclusive, mestre da atuação; Han So Hee provou  ser versátil, embora eu já amasse seus personagens anteriores. Por último e não menos importante... Ahn Bo Hyun... Aah, ele é lindo, ele... rsrsrsrs. 


E bem, não preciso nem dizer que recomendo o drama, né? Muito bem produzido, dirigido e atuado! E a trilha sonora? Tivemos a Swervy, cara! A Swervy :D



Aah, e cuidado com a Jiwoo

BOOO





 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um olhar sobre Theft, and wandering around lost do Cocteau Twins.

É de conhecimento de todos [que conhecem o Cocteau Twins] que a banda não é lá muito apegada à letras inteligíveis – e isso não é algo ruim, muito pelo contrário, essa é uma das principais características da banda, o que a torna ainda mais única, interessante e misteriosa.  Porém em Theft, and Wandering Around Lost a banda seguiu por um caminho diferente, trazendo uma letra não somente inteligível, como muito impactante, forte e reflexiva. A faixa faz parte do 7º álbum de estúdio, “Four-Calendar Café”, e é uma preciosidade vocal e lírica.  Bem, hoje aqui no Cantinho, pretendo trazer minhas reflexões (achismos) totalmente pessoais sobre essa música espetacular. Eu não procurei por comentários da Elizabeth Fraser ou da banda sobre a música, então não sei até onde minha interpretação está certa, mas quero colocar isso para fora, rs.  Quanto mais escuto e leio a letra dessa música, penso que o eu lírico sofreu um abuso .  A música é bem incisiva ao dizer que o corpo do ...

Eu, você e toda uma vida (2025)

Eu, você e toda uma vida (You and everything else) é mais um dos grandes doramas lançados em 2025. Como dorameira, me senti muito bem alimentada neste ano: “Se a vida te der tangerinas...”, “Um amor no paraíso” e agora este, estrelado pela minha atriz sul-coreana favorita, Kim Go Eun, e também pela Park Ji Hyun ( que roubou a cena ). Cada um desses três dramas tem a sua cor e trata de temas sensíveis à sua maneira. “Eu, você e toda uma vida”, por exemplo, trata de temas como o suicídio, a culpa, a depressão, relacionamentos complicados, identidade de gênero e mais uma infinidade. Não é um dorama que tem dó: ele vai lá e coloca o dedo na ferida, mas sem ser exacerbadamente dramático. Diria que é até cru, embora belo. Não tenho me estendido demais nas resenhas, acho que perdi a minha muiteza , mas quero colocar minhas impressões, super pessoais , sobre esse drama que me arrancou muitas lágrimas e reflexões. Portanto, sem mais delongas: simbora e com spoilers . Esse dorama me destru...

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas (filme x livro)

Finalmente pude terminar a leitura de "O Conde de Monte Cristo", este grandioso clássico francês de autoria de Alexandre Dumas. Quando digo finalmente, não é por ser uma leitura penosa, muito pelo contrário, mesmo sendo um calhamaço de 1304 páginas (Martin Claret), a obra é instigante e emocionante do início ao fim.  Dumas constrói grandes diálogos, que conversam com a filosofia, as artes, que referenciam diversas outras obras, da mitologia a Shakespeare. Muito inteligente e perspicaz, assim como os seus personagens, especialmente aquele que dá nome à obra.  Hoje, farei uma resenha um pouco diferente, será mais um paralelo entre a adaptação cinematográfica de 2002 (meu primeiro contato com essa obra de Dumas) e o livro, citando 05 modificações pontuais que foram feitas. Portanto, haverá alguns  spoilers , hehe. Se você assistiu a alguma versão cinematográfica e ainda não leu o livro, aconselho firmemente que você leia antes de acompanhar a minha resenha, pois acredite, al...